Queda livre – Parte 1 Por que caem os cabelos?
Publicado por Rodrigo lima em Julho 4, 2008
Antes de se desesperar diante do monte de fios soltos na escova, na blusa, no chão do banheiro, conheça os novos tratamentos que prometem recuperar a cabeleira perdida
por Marta De Divitiis
Desconfortável para os homens, a queda de cabelo nas mulheres ganha ares de tragédia. Ponto mais que importante do visual, perdê-lo, em pequenas ou grandes quantidades, assusta mesmo! Segundo levantamento médico recente, 50% da mulheres que procuram um dermatologista reclamam de perda acentuada dos fios. “Antes de qualquer tratamento, temos que considerar a queda natural”, explica o tricologista (especialista em cabelo) Valcinir Bedin, de São Paulo (SP). O tempo de vida de um fio é de aproximadamente quatro anos; após esse período, ele cai, dando lugar a um novo. “Caso não haja predisposição genética e a queda seja contínua, devemos procurar pelas causas internas e externas”, conclui o especialista. Por que, afinal, o cabelo cai? Além da herança genética e doenças específicas do couro cabeludo, como dermatite seborréica, fungos e micoses, outros fatores — que não parecem relacionados — podem desencadear o problema.
• Dança dos hormônios: a tireóide é uma glândula produtora de hormônios, responsáveis pelo equilíbrio do metabolismo. Assim, tanto o hipertiroidismo (produção maior de hormônios) quanto o hipotiroidismo (produção menor), ambos provocados por disfunções orgânicas, modificam o ciclo capilar reduzindo os fios. Já a glândula supra-renal e os ovários são responsáveis pelos hormônios sexuais. Sempre que sofrem algum distúrbio, o cabelo cai. “Unhas e cabelo são chamados anexos da pele. Quando o organismo percebe algum problema, economiza energia para uma situação de emergência. Um dos recursos é parar de alimentar os anexos. Por isso, eles caem”, explica Valcinir.
• Ferro em baixa: no exame de sangue, as taxas de referência valem apenas para detectar anemia ou doença infecciosa. Mas não servem para sabermos se o ferro é suficiente para o crescimento dos fios. Muitas vezes, as quantidades estão normais para um exame clínico, mas baixas para manter cabelos fortes e volumosos. Assim, não basta um exame laboratorial simples. Deve-se medir a dosagem do ferro sérico e da ferritina.
• Aceleração máxima: quando enfrentamos uma situação de medo, angústia, pressão, o nosso organismo entra em estado de alerta e desencadeia uma rede de reações. O cérebro passa a produzir cortisol em grande quantidade, ficando mais ligado. Dado o alarme, o corpo economiza energia, mandando-a apenas para as atividades orgânicas vitais. Por isso, novamente os anexos são desprezados e os fios começam a cair. Não há um fator preponderante para a queda, mas há, sim (oba!), novidades no tratamento.
